Para muitas pessoas, esta alteração significa que o montante aprovado pelo banco será menor ou que o crédito pode mesmo ser recusado. Neste artigo explicamos o que motivou esta mudança, como afeta as suas contas na hora de pedir crédito e que estratégias pode usar para viabilizar a aprovação.
A taxa de esforço mede a percentagem do rendimento mensal líquido de uma família que é usada para pagar as prestações de todos os créditos. Ao reduzir o limite para 45% (que pode ter ligeiras exceções num volume muito restrito de contratos dos bancos), o Banco de Portugal tem um objetivo principal: proteger a economia das famílias.
Com a subida das taxas de juro nos últimos anos e o elevado nível de endividamento dos portugueses, o risco de incumprimento aumentou. A inflação e a pressão sobre o custo de vida deixaram muitos orçamentos estrangulados. Além disso, a recente garantia pública de apoio aos jovens na compra de casa gerou a necessidade de criar um travão extra.
Assim, o Banco de Portugal quer evitar a todo o custo que os bancos concedam empréstimos que sufoquem as famílias e deixem o país demasiado exposto a novas crises financeiras.
A redução do rácio de esforço de 50% para 45% altera o montante que um banco lhe pode emprestar. Para perceber o impacto real, fizemos as contas usando as taxas de juro atuais (uma média de 3% entre Euribor e spread) num prazo de pagamento de 40 anos, assumindo financiamento a 90%.
Exemplo 1: Casal jovem sem outros créditos
Exemplo 2: Casal jovem COM um crédito automóvel
Exemplo 3: Pessoa solteira sem outros créditos
Com estas novas regras, é evidente que jovens, famílias monoparentais e clientes com créditos pessoais ativos são empurrados para fora da capacidade de aprovação dos imóveis que pretendiam inicialmente.
Ao chegar ao banco para pedir financiamento, esta mudança vai traduzir se em várias barreiras:
Como os exemplos acima demonstram, ter outros empréstimos a decorrer destrói a sua margem de manobra para comprar casa.
É aqui que a consolidação de créditos entra como uma ferramenta de salvação. Ao juntar todos os empréstimos pessoais e cartões de crédito num único contrato, é possível baixar a prestação total mensal entre 30% a 60%.
Se o casal do "Exemplo 2" renegociar ou consolidar a dívida do automóvel e baixar a prestação de 300€ para 150€, ganha imediatamente mais 150€ mensais de margem para o crédito habitação, podendo assim comprar uma casa mais cara. Para muitos portugueses, limpar e consolidar dívidas anteriores será o único caminho para viabilizar a escritura.
Com regras mais exigentes, a aprovação do crédito habitação tornou se um processo que exige estratégia. O papel do intermediário de crédito ganha hoje uma importância vital.
Encontrar o banco certo deixou de ser apenas comparar spreads. Agora, passa por um trabalho de consultoria onde é preciso simular cenários, ponderar a consolidação de dívidas antigas, escolher a melhor modalidade de taxa (fixa, mista ou variável) e desenhar um perfil financeiro que cumpra à risca as novas exigências do regulador.
Quer comprar casa, mas tem receio que a nova taxa de esforço trave a aprovação ou lhe reduza o montante?
Não avance sem fazer as contas. Fale com os intermediários de crédito do Poupança no Minuto e descubra, sem qualquer custo, qual a sua margem real de financiamento e como pode preparar o seu perfil para o banco dizer "sim".
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