O tipo de imóvel influencia o crédito, as despesas fixas e o potencial de valorização futura. Antes de assinar contrato, vale a pena perceber o que realmente encaixa no orçamento e no seu estilo de vida.
Neste guia, mostramos os principais fatores a considerar para escolher de forma inteligente e sem comprometer as suas finanças.
À primeira vista, uma moradia pode parecer apenas ligeiramente mais cara do que um apartamento da mesma tipologia. No entanto, as diferenças multiplicam‑se a longo prazo.Além do preço de compra, há custos que deve comparar:
Se tem menos de 35 anos e vai comprar a primeira habitação própria permanente, pode aceder à garantia pública do Estado. Esta medida permite financiar até 100% do valor do imóvel, eliminando a necessidade de entrada inicial e beneficia ainda de isenção de IMT e Imposto de Selo em imóveis até determinado valor.
Os custos iniciais diluem-se significativamente neste cenário.
Em muitos casos, quem opta por uma moradia acaba por gastar até 15% mais por ano em manutenção. Mas também ganha liberdade e valorização mais rápida, dependendo da localização.
O lugar onde vive tem impacto direto no seu orçamento e na sua qualidade de vida. Antes de decidir, avalie três dimensões: tempo, rendimento e objetivos futuros.
Se planeia vender ou arrendar no futuro, é útil comparar o potencial de valorização. Em 2026, dados de mercado apontam que imóveis com espaço exterior e eficiência energética valorizam em média 12% mais por ano do que imóveis sem estas características.
A diferença entre o imóvel dos sonhos e o imóvel certo está no orçamento sustentável.
Antes de escolher, calcule a taxa de esforço, o ideal é que as prestações mensais do crédito habitação não ultrapassem 35% do rendimento líquido do agregado.
Peça simulações em vários bancos e compare TAEG e MTIC, que incluem custos totais do empréstimo. Moradias tendem a exigir maior financiamento e prazos mais longos; apartamentos podem beneficiar de taxas ligeiramente mais baixas, especialmente se forem energeticamente eficientes (classe A ou superior).
Também vale a pena ponderar o seguro de vida e multirriscos, que encarecem o crédito, e avaliar se o imóvel requer obras.
Com a inflação e a incerteza económica, escolher dentro do orçamento dá-lhe estabilidade financeira e margem para imprevistos.
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