Se está à procura de casa, comparar zonas pode fazer tanta diferença como comparar preços entre bancos ou entre contratos.Em muitos casos, mudar de município pode alterar de forma significativa o valor que vai pagar todos os meses e ditar se o crédito é ou não aprovado.
De acordo com os últimos relatórios do mercado imobiliário em 2026, o mercado de arrendamento estabilizou e até mostrou correções nalguns municípios do interior. Zonas como a Guarda e Vila Real mantêm rendas médias muito inferiores às grandes capitais de distrito, confirmando que alguns mercados abrandaram depois do grande pico inflacionista.
Cidades do interior Centro e Norte, como Castelo Branco, Bragança e Portalegre, continuam a figurar entre as opções mais acessíveis para viver.
Ainda assim, a fratura do país é evidente: a diferença para Lisboa, Porto, Algarve ou Madeira continua a ser avassaladora, onde o esforço financeiro exigido às famílias se mantém em níveis máximos.
Se a ideia é comprar, o mapa de acessibilidade empurra inevitavelmente a procura para o interior.
Segundo o Observatório do Imobiliário Nacional, no início de 2026, o concelho com as casas mais baratas de Portugal era Murça (distrito de Vila Real), com um preço médio a rondar os 438 euros por metro quadrado. Logo de seguida surgem Carrazeda de Ansiães (Bragança) e Oleiros (Castelo Branco), ainda abaixo da fasquia dos 500 euros por metro quadrado.
A ideia de comprar casas abaixo dos 50 mil euros tornou-se uma miragem em 2026. A menos que procure imóveis em estado de ruína para reabilitação total, devoluções de bancos ou pequenos anexos em territórios de muito baixa densidade (como Figueira de Castelo Rodrigo ou Freixo de Espada à Cinta), a esmagadora maioria do parque habitacional pronto a habitar exige investimentos substancialmente maiores.
Em 2026, dados recentes mostram que apenas 1 em cada 3 casas à venda no país custa menos de 300 mil euros.
Os preços mais baixos não contam a história toda. Quando se escolhe mudar de cidade ou distrito à procura de habitação acessível, também importa olhar para o emprego disponível na zona, a qualidade da internet (para teletrabalho), os acessos, os serviços de saúde e a rede de transportes.
A habitação no interior exige avaliar se a poupança na renda ou no crédito não será anulada pelos custos elevados de deslocação diária ou pela limitação de oportunidades profissionais.
Se está a pensar arrendar ou comprar casa em 2026, a flexibilidade geográfica é a sua maior aliada. O mercado continua polarizado entre áreas extremamente caras e municípios onde ainda é possível encontrar algum equilíbrio.
Arrendar pode ser a resposta provisória em zonas onde o mercado está a estabilizar, enquanto comprar exige focar a pesquisa no interior se tiver um orçamento mais curto ou pouco capital inicial para dar de entrada. O importante é tomar a decisão baseada na sua Taxa de Esforço e não ceder ao impulso de ficar em zonas que colocam o seu orçamento mensal no limite.
Se procura comprar casa e quer saber exatamente até onde o seu orçamento pode ir, conte com o apoio dos intermediários de crédito do Poupança no Minuto. Avaliamos o seu perfil e encontramos a solução de crédito mais económica do mercado para si, sem qualquer custo!
Simulador Crédito Habitação
Artigos Relacionados
Comprar casa para arrendar: vale a pena?
3 min
É arrendatário? Prepare-se para a subida da renda em 2024
5 min
Quais os concelhos de Lisboa com as rendas mais baixas?
3 min
Rendas: Conheça os novos apoios para inquilinos
3 min
Quer poupar com créditos e seguros?
Subscreva a nossa newsletter e não perca nenhum conteúdo. Aprenda a ter uma vida financeira mais saudável.
Fale agora com um agente
Quer saber mais? Fale com um dos nossos agentes para esclarecer qualquer dúvida e descobrir a solução perfeita para si.
Chamada para rede fixa nacional | Segunda a sexta, das 9h às 19h.