Ter um crédito habitação contratado implica responsabilidades ativas sobre o mesmo, pelo que a gestão é contínua e há fatores sobre os quais deve estar informado. Conheça quais, nestes 5 passos.
Ser fiador de um crédito habitação implica assumir a responsabilidade pelo pagamento da dívida caso o devedor principal não o faça. Para deixar de ser fiador, é necessário um acordo entre o devedor e o banco. No entanto, os bancos podem resistir a esta alteração, pois a presença de um fiador representa uma garantia adicional.
Uma alternativa viável é a transferência do crédito habitação para outra instituição bancária. Durante este processo, é possível renegociar as condições do empréstimo, potencialmente eliminando a necessidade de um fiador, especialmente se a taxa de esforço ficar mais reduzida.
Contratar um segundo crédito habitação depois do primeiro é possível, desde que a taxa de esforço não ultrapasse os limites estabelecidos pelo banco. Para habitações secundárias, os bancos geralmente financiam até 80% do valor do imóvel, comparado com os 90% para habitação própria permanente.
Além disso, as condições fiscais diferem: Não há isenção de IMI para habitações secundárias, e o IMT é calculado com base em tabelas distintas. É essencial comparar propostas de diferentes bancos e analisar a Ficha de Informação Normalizada Europeia (FINE) para tomar uma decisão informada.
Em períodos de dificuldades financeiras, é possível renegociar o crédito habitação através de carência ou diferimento de capital:
O rácio DSTI (Debt Service-to-Income) representa a percentagem do rendimento mensal destinada ao pagamento de créditos. O Banco de Portugal recomenda que este rácio não ultrapasse 50%, considerando um fator de stress de 3% na taxa de juro.
Se o seu crédito for recusado devido a um DSTI elevado, é possível procurar alternativas, como renegociar condições com o banco ou recorrer a intermediários de crédito como os do Poupança no Minuto que possam apresentar soluções adequadas ao seu perfil financeiro.
Até ao final de 2024, era permitido o resgate antecipado de Planos Poupança Reforma (PPR) para pagamento de crédito habitação sem penalizações fiscais.
No entanto, esta medida não foi prolongada em 2025, e o resgate antecipado volta a implicar penalizações, mesmo quando destinado ao pagamento de prestações de crédito habitação.
É aconselhável planear antecipadamente e considerar outras opções para aliviar encargos mensais, como a renegociação ou transferência do crédito habitação.
Gerir eficazmente o crédito habitação requer uma compreensão profunda das opções disponíveis e das implicações de cada decisão.
Seja ao considerar deixar de ser fiador, contratar um segundo crédito, renegociar condições ou transferir o crédito para maior folga financeira, é essencial estar bem informado e, quando necessário, procurar aconselhamento especializado para tomar decisões financeiras sólidas. Para tal, pode recorrer ao Poupança no Minuto, pois os nossos intermediários de crédito tratam de todo o processo burocrático sem custos. Entre em contacto aqui ou simule diretamente:
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