Se procura poupar com as prestações mensais do seu crédito habitação, os intermediários de crédito do Poupança no Minuto podem ajudá-lo com as opções disponíveis. A carência e o diferimento de capital são duas vias pelas quais pode optar: saiba como funcionam, em seguida.
Para quem necessita de uma poupança a curto prazo com o seu crédito habitação, existem várias soluções que podem ajudar. Como é o caso da carência e do diferimento de capital. Ambas permitem reduzir o valor que paga de prestação mensal num período inicial.
O que pode trazer vantagens caso esteja a renegociar condições por estar num contexto mais sensível financeiramente. Isto porque são duas soluções que não estão disponíveis atualmente para novos financiamentos. Apenas a serem analisadas para clientes com fragilidades financeiras perante a subida das taxas de juro e dificuldades em pagar as prestações.
Porém, a longo prazo, estas opções trazem desvantagens também. Então, vejamos como funcionam.
Carência de capital significa pagar apenas juros primeiramente
A carência de capital significa que, durante um período de tempo (de carência) só pague na prestação mensal os juros associados ao crédito habitação. Ou seja, durante esse período não paga o valor do empréstimo em dívida.
Por norma, uma prestação de crédito habitação é constituída pelo montante em dívida mais os juros associados. Pelo que, durante a carência de capital, só fica a pagar o valor menor (juros).
O período pode variar de banco para banco, podendo ser entre seis e 24 meses. Ou seja, durante este tempo o valor que paga de crédito habitação é menor. Porém, depois do período de carência a prestação mensal vai ser mais alta do que num crédito habitação que não tenha tido carência de capital.
Vejamos um exemplo: num empréstimo a 35 anos, se optar por carência de capital a 12 meses, o valor real em dívida vai ser liquidado em 34 anos, pois durante um ano apenas paga juros. O que implica que, após os 12 meses, a prestação mensal vai ser mais elevada.
E note também que o valor de juros também será mais alto, porque durante o período em que vai pagar o empréstimo, os juros incidem sobre a totalidade desse valor. Pelo que o custo total do crédito vai ser maior, comparando com um crédito sem carência de capital.
Diferimento de capital “empurra” parte do empréstimo para o fim
Já o diferimento de capital é outra opção para aliviar a prestação mensal do crédito habitação, que significa “empurrar” parte do empréstimo para o fim do contrato.
Isto é, parte do valor em dívida é deixado para reembolsar na última prestação do crédito. Por norma, esta parte corresponde a 30% do valor total da hipoteca.
Exemplificando, se o empréstimo que requereu ao banco foi de 200.000 euros com o diferimento de capital equivalente a 30%, significa que na última prestação do crédito vai pagar 60.000 euros. O que vai, naturalmente, diminuir o valor das prestações mensais do crédito no restante prazo de reembolso.
No entanto, deve assegurar que tem, efetivamente, o valor diferido para liquidar na última prestação do contrato. Por mais que o valor das prestações mensais fique mais baixo ao longo do prazo de reembolso, o custo que deixa para a última mensalidade pode ser elevado e pode até necessitar de contratar um novo empréstimo para o liquidar.
A parcela de capital que paga em cada prestação será menor nesta opção: por exemplo, no caso de o empréstimo ser de 200.000 euros, só paga prestações relativas a 140.000 euros de capital. Mas assegure-se de que vai ter capacidade para cobrir os 60.000 euros em falta no final.
Além disso, ao amortizar menos capital do empréstimo durante o prazo de reembolso, o valor de juros vai ser maior uma vez que incide sobre o total do capital (incluindo a última prestação).
Necessita de ajuda para avançar com algum destes processos? Contacte o Poupança no Minuto para um serviço gratuito, rápido e personalizado. Os intermediários de crédito tratam do seu processo com brevidade, para renegociar condições e começar a poupar com o seu crédito habitação o quanto antes.
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