Os bancos usam a declaração de IRS e a respetiva nota de liquidação para perceber quanto ganha, se os seus rendimentos são estáveis e qual é a sua capacidade real para suportar uma nova prestação. Ou seja, o IRS funciona como uma espécie de retrato financeiro do cliente.
Sempre que pede financiamento, o banco analisa vários documentos, como recibos de vencimento, extratos bancários, mapa de responsabilidades e, quase sempre, a declaração de IRS.
Através do IRS, a instituição consegue confirmar:
Quanto mais claros e consistentes forem os rendimentos apresentados, maior tende a ser a confiança do banco no perfil do cliente. Isso pode aumentar a probabilidade de aprovação e, em alguns casos, ajudar a conseguir condições mais competitivas.
Um dos pontos mais importantes na análise de crédito é o rendimento. Se o banco concluir, com base no IRS, que os seus rendimentos são regulares e suficientes, terá mais margem para aprovar o financiamento.
Pelo contrário, se os rendimentos forem baixos, muito variáveis ou insuficientemente demonstrados, a capacidade de endividamento fica mais limitada. Isto é especialmente relevante para trabalhadores independentes, que muitas vezes têm rendimentos menos estáveis de ano para ano.
Na prática, declarar corretamente os rendimentos é essencial. Se o valor apresentado no IRS for inferior ao rendimento real ou se houver inconsistências entre os vários documentos, o banco pode interpretar o processo como mais arriscado.
A taxa de esforço representa a percentagem do rendimento mensal que fica comprometida com o pagamento de créditos. É um dos indicadores mais importantes na aprovação de financiamento.
De forma geral, os bancos preferem que este valor não ultrapasse os 35%. Para calcular essa percentagem, analisam os rendimentos comprovados e as prestações que já tem a decorrer.
É aqui que o IRS ganha ainda mais importância. Se a declaração mostrar rendimentos baixos face ao valor do crédito pretendido, a taxa de esforço sobe e isso pode:
Por isso, o IRS não afeta apenas a aprovação. Também pode influenciar o valor que consegue pedir e o tipo de proposta que recebe.
Além do rendimento, os bancos valorizam a credibilidade financeira do cliente. Ter a situação fiscal regularizada é um sinal de organização e reduz o risco percebido na análise.
Se existirem dívidas fiscais, atrasos ou problemas por resolver com a Autoridade Tributária, isso pode complicar o processo de aprovação. Antes de avançar para um pedido de crédito, vale a pena confirmar se tem tudo em ordem do ponto de vista fiscal.
Ter um histórico estável, sem falhas e com declarações entregues dentro do prazo, transmite mais confiança à instituição financeira.
Se recebeu ou espera receber um reembolso de IRS, esse valor pode ser usado de forma estratégica antes de pedir crédito.
Por exemplo, pode servir para:
Mesmo que o reembolso não tenha impacto direto na decisão do banco, pode ajudar a melhorar a sua situação financeira global e, com isso, aumentar as hipóteses de conseguir melhores condições.
Se está a pensar pedir crédito nos próximos meses, há alguns cuidados que podem fazer diferença:
Estes passos não garantem automaticamente a aprovação, mas ajudam a apresentar um processo mais sólido e credível.
Em resumo, o IRS pode afetar a sua capacidade financeira para pedir crédito de várias formas. Serve para comprovar rendimentos, ajuda a calcular a taxa de esforço, permite avaliar a estabilidade financeira e pode influenciar tanto a aprovação como as condições apresentadas pelo banco.
Mais do que uma obrigação fiscal, o IRS é também um documento decisivo quando precisa de financiamento. Ter declarações organizadas, rendimentos coerentes e uma situação fiscal estável pode fazer toda a diferença no momento de pedir crédito.
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