Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, Gonçalo Rodrigues, à Lusa e citado pelo Notícias ao Minuto, ainda que possamos começar a entregar a declaração de IRS no dia 1 de abril, não o devemos fazer logo.
O especialista aconselha os contribuintes a não entregarem nem no início nem no fim do processo, ou seja, o ideal “é não ir a correr ao princípio nem deixar para o fim”.
O processo começa a 1 de abril e termina a 30 de junho, referindo-se aos rendimentos auferidos em 2023, pelo que entregando a declaração ao longo do prazo terão “com certeza, a possibilidade de entregar o IRS de forma desmaterializada, sem grandes dificuldades”.
"A falta de pessoal é indiscutível. É uma realidade que não é de agora, vai piorar e está a piorar. E nos próximos cinco anos vai piorar ainda mais porque vai sair muita gente para a aposentação", aponta o presidente do STI face à carência de recursos humanos da Autoridade Tributária Aduaneira.
Em relação ao IRS, “as pessoas já estão muito habituadas a lidar com a AT”, sendo que há muitos contribuintes que são já abrangidos pelo IRS Automático, pelo que Gonçalo Rodrigues explica que as questões e dúvidas a surgir não terão grande impacto.
Sobre a campanha do IRS, o presidente do Sindicato ainda indica que “o novo regime de retenção na fonte (que entrou em vigor em julho do ano passado e procura aproximar o valor retido do imposto devido), sendo uma medida positiva, pode conter o ‘risco’ de resultar numa redução do reembolso ou implicar que haja imposto a pagar, depois de feitas as contas”, pode ler-se na notícia.
Para concluir, o líder deixa a nota que o novo regime de retenção "liberta dinheiro para a economia", mas que as pessoas "estavam habituadas a ter ali um pé-de-meia e, agora, eventualmente, poderá haver surpresas nesse sentido e a pessoa estar à espera de um reembolso e ter um reembolso mais pequeno ou, eventualmente, ter o mesmo imposto a pagar".
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